Já contei pra vocês aqui, em uma crônica passada, das minhas andanças pelo terreno católico onde fui até filha de Maria, mas isso foi há séculos, quando era adolescente. Aí não me esqueci da doutrina dessa religião, sobretudo em alguns pontos centrais.Por exemplo, a questão das virtudes e dos vícios. As virtudes são uma espécie de ferramenta sobrenatural, que nos ajudam a praticar o bem, elas seriam algo mais abstrato, de ligação mais direta com Deus e seus agregados. Nós as recebemos, pela primeira vez, na hora do Batismo e as perdemos ao cometer pecados graves, que são reabilitadas pelo sacramento da confissão. É por não praticarmos atos de virtude que acabamos adquirindo na alma uma força má, que é o contrário da virtude, o chamado vício.
Não me perguntem o porquê de algumas pessoas, que não são católicas e, portanto, não são batizadas, terem algumas virtudes cristãs. Não sei explicar, não tenho a menor idéia. Talvez isso faça parte daqueles furos que têm todas as religiões.
Existem virtudes que são nobres, que nos levam a conhecer e amar a Deus - são as virtudes teologais, a Fé, a Esperança e a Caridade. Mas existem muitas outras virtudes que nos levam a agir corretamente, como é o caso das chamadas virtudes cardeais: Prudência, Justiça, Força e Temperança.
Cá pra nós, essa minha aulinha está parecendo uma cantada pra vocês se converterem, uma espécie de recaída minha nos braços do catolicismo. Ledo engano, queridos. Já estou em braços afrodescendentes, como simpatizante, por pura necessidade existencial, digamos assim. Mas vocês devem estar se perguntando: por que, cargas d´ água, esse papo um tanto quanto esquisito, tratando-se desse público leitor do Blogorodó, cheio de hereges juramentados? Respondo rápido. Não tem nada a ver com religião. Apenas foi um longo intróito, pra encher linguiça. Coisas de cronista.
A virtude da Esperança tem um lugar especial nesses últimos tempos, em particular no domingo, dia 5 agora de outubro, dia de eleição pra prefeito e vereador. Não faz sentido? Afinal, quando se vota, supõe-se haver uma certa dose de esperança, no mínimo. Como votar pra prefeito, o nosso síndico citatino, se não acreditarmos que vai melhorar nossa cidade, nossas relações de cidadania? Aí que a vaca torce o rabo. Eu, por exemplo, estou desprovida de qualquer dosagem da virtude esperança. Não acredito mais em nada, estou brigada com a política, com as possibilidades do bem-estar-social local, regional, nacional, internacional e planetário. Como votar? Mas ao mesmo tempo o meu passado devoto dessa virtude esperançosa, fica me soprando: como votar nulo? vote no Gabeira, ele é um cara sério e honrado, até já seqüestrou embaixador financeiro, digo americano, só isso o faz merecedor de seu voto.
Cá pra nós, essa minha aulinha está parecendo uma cantada pra vocês se converterem, uma espécie de recaída minha nos braços do catolicismo. Ledo engano, queridos. Já estou em braços afrodescendentes, como simpatizante, por pura necessidade existencial, digamos assim. Mas vocês devem estar se perguntando: por que, cargas d´ água, esse papo um tanto quanto esquisito, tratando-se desse público leitor do Blogorodó, cheio de hereges juramentados? Respondo rápido. Não tem nada a ver com religião. Apenas foi um longo intróito, pra encher linguiça. Coisas de cronista.
A virtude da Esperança tem um lugar especial nesses últimos tempos, em particular no domingo, dia 5 agora de outubro, dia de eleição pra prefeito e vereador. Não faz sentido? Afinal, quando se vota, supõe-se haver uma certa dose de esperança, no mínimo. Como votar pra prefeito, o nosso síndico citatino, se não acreditarmos que vai melhorar nossa cidade, nossas relações de cidadania? Aí que a vaca torce o rabo. Eu, por exemplo, estou desprovida de qualquer dosagem da virtude esperança. Não acredito mais em nada, estou brigada com a política, com as possibilidades do bem-estar-social local, regional, nacional, internacional e planetário. Como votar? Mas ao mesmo tempo o meu passado devoto dessa virtude esperançosa, fica me soprando: como votar nulo? vote no Gabeira, ele é um cara sério e honrado, até já seqüestrou embaixador financeiro, digo americano, só isso o faz merecedor de seu voto.
Vejam o meu dilema. Pudera! O Rio de Janeiro vive um longo processo de Atração Fatal por maus governantes, com rara exceção, é um atrás do outro, em todos os níveis, virou um vício fluminense desprovido de qualquer charme. Vejam agora nessa eleição pra prefeito, se o Gabeira não for pra segundo turno, restará aos cariocas o triste destino de escolher entre o Diabo e o Capeta. Não merecíamos esse castigo. Só pode ser penitência pra purificação das nossas sofridas almas.